Museu Virtual do

Laboratório Nacional de Astrofísica


1961 - Luiz Muniz Barreto e Abrahão de Moraes encontram-se nos EUA durante a 11ª Assembleia da IAU, quando foi aprovado o reingresso do Brasil àquela entidade. Em visita aos observatórios de Lick, Palomar e Monte Wilson, naquele país, desenvolvem a ideia de criar no Brasil um observatório de montanha (agosto)  



Abrahão de Moraes e Muniz Barreto (1o e 3o da esquerda para a direita, respectivamente) durante missão para observação do eclipse de Bagé, em 1966. Créditos: acervo do Observatório Nacional.


1963 - Abrahão de Moraes apresenta esboço do Plano de Desenvolvimento da Astronomia no Brasil em sessão do Conselho Deliberativo do CNPq (dezembro)

1964 - É instituída a Comissão Brasileira de Astronomia, para representar o Brasil junto à IAU e coordenar o Plano de Desenvolvimento da Astronomia (fevereiro) 

É concluído o Étude preliminaire sur le choix de l’emplacement d’un observatoire astrophysique au Brésil, ou Relatório Rösch (maio)  

1966 - Entra em funcionamento a primeira estação meteorológica visando a escolha de sítio para o Observatório Astrofísico Brasileiro (OAB), no Pico da Piedade, a cerca de 50 km de Belo Horizonte (fevereiro)  

1967 - É instalada uma estação meteorológica no Pico da Bandeira, em Maria da Fé, no sul de Minas Gerais (junho) 

A estação meteorológica do Pico da Piedade é transferida para o Pico de Mateus Leme, a oeste de Belo Horizonte (dezembro)  

1969 - As estações meteorológicas de Maria da Fé e Mateus Leme são desativadas (abril) 

É realizado em Belo Horizonte o Colóquio no qual foi decidido o descarte do Pico da Piedade e toda a região próxima a Belo Horizonte (abril-maio) 

O Pico dos Dias, em Brazópolis, é identificado por Germano Quast e Eduardo Janot Pacheco, e visitado por Jair Barroso (junho) 



Imagens do trabalho de seleção de sítio para o Observatório Astrofísico Brasileiro. À esquerda, o Double Beam Telescope fabricado pela Perkin-Elmer (EUA). O instrumento era utilizado para estimar a qualidade das imagens astronômicas em um dado local. À direita, Jair Barroso e Germano Quast no Pico do Gavião. Imagens fornecidas por Jair Barroso.


MEC assina acordo com a República Democrática Alemã (RDA) e a Hungria visando a aquisição de diversos equipamentos de precisão e instrumentos científicos (setembro)  

1970 - Germano Quast defende, no ITA, a primeira dissertação de mestrado em astrofísica, no Brasil (fevereiro) 

Entra em funcionamento a estação meteorológica do Pico dos Dias (julho) 

Morre Abrahão de Moraes (dezembro)  

1971 - Sylvio Ferraz assume a coordenação dos trabalhos de escolha do sítio, e submete projeto à FAPESP com este objetivo (setembro)  

1972 - Muniz Barreto promove a 1ª Reunião da Comissão para Estudos da Instalação e Funcionamento do OAB, realizada no ON (janeiro)

É firmado o Convênio entre a FINEP e o MEC, ao qual o ON estava subordinado, que viabiliza a liberação dos recursos necessários para a compra e a instalação do telescópio e demais equipamentos do OAB (setembro) 

Entra em funcionamento a estação meteorológica do Pico da Pedra Branca, em Caldas, no sul de Minas Gerais (segundo semestre)  

1973 - O Pico dos Dias é escolhido, em reunião realizada no ITA, para a instalação do OAB (maio)



Pico dos Dias antes da instalação do observatório. Imagem de autoria desconhecida.


1974 - É autorizada a desapropriação de área de 3 km2 no Pico dos Dias para a construção do OAB (janeiro) A Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) é fundada (abril)  

1975 - A cúpula do telescópio é concluída, nos Estados Unidos, e chega ao Rio de Janeiro por via marítima (novembro)

1976 - O ON é transferido do MEC para o CNPq (junho) 

É concluída a montagem do telescópio Perkin-Elmer, de espelho primário com 1.60 m de diâmetro, nos Estados Unidos  

1977 - Tem início a construção do edifício destinado ao telescópio Perkin-Elmer  

1978 - É concluída a estrada de acesso ao topo do Pico do Dias 

O telescópio de 1.6 m chega ao Rio de Janeiro por via marítima e é armazenado na sede do Observatório Nacional  

1980 - É realizada a primeira coleta de luz no telescópio Perkin-Elmer (22 de abril), que fez parte de uma publicação científica.

1981 - O OAB é oficialmente inaugurado (19 de fevereiro), como uma divisão do ON 

Germano Quast é nomeado chefe do OAB  

1982 - Ivo Busko é nomeado chefe do OAB O telescópio Zeiss-Jena, de 60cm, obtido graças ao acordo MEC-RDA, é instalado no OAB  

1983 – Instalação do telescópio Zeiss no OAB  

1984 - Carlos Alberto Torres assume a chefia do OAB

1985 - O OAB é desligado do ON e recebe o nome Observatório do Pico dos Dias. O Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA) é criado para operá-lo e gerenciá-lo (13 de março) 

É criado o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) (março)  

1989 - O LNA desliga-se definitivamente do ON e torna-se uma unidade de pesquisa do CNPq (9 de novembro) 

Carlos Alberto Torres é nomeado diretor do LNA  

1992 - O telescópio Boller-Chivens de 60 cm, do IAG/USP, é transferido do Observatório Abrahão de Moraes (Valinhos, SP) para o Pico dos Dias  

1993 - O Brasil assina o acordo de adesão ao consórcio internacional Gemini (março) O LNA é encarregado pelo MCT de gerenciar a participação brasileira no consórcio Gemini (abril)

É inaugurada a sede administrativa do LNA, em Itajubá, MG (5 de novembro)



Sede do LNA em Itajubá na época de sua inauguração, em 1993. Acervo LNA, imagem de autoria desconhecida.


1994 - Edemundo Vieira é nomeado diretor do LNA

É realizado no LNA o primeiro workshop visando a participação do Brasil no consórcio internacional do SOAR (outubro)  

1997 - João Steiner é nomeado diretor do LNA  

1998 - O Brasil, representado pelo CNPq, assina o acordo de adesão ao consórcio SOAR (dezembro)

O LNA é a instituição responsável pelo gerenciamento da participação brasileira no SOAR



Lançamento da pedra fundamental do telescópio SOAR, em 17 de abril de 1998. Na imagem, os representantes dos membros do comitê diretor à época. Da esquerda para a direita: Sidney Wolff (NOAO); João Steiner (LNA/Brasil); Gene Capriotti (Michigan State) e Bruce Carney (North Carolina).


1999 - Clemens Gneiding assume a direção do LNA

Começa a ser oferecida à comunidade usuária do OPD a CamIV, primeiro instrumento para o infravermelho próximo disponível aos astrônomos brasileiros.



CamIV, a câmara infravermelha que permitiu à comunidade astronômica brasileira começar a explorar o universo no infravermelho próximo a partir do OPD.


É inaugurado o telescópio Gemini Norte, em Mauna Kea (Havaí)



A cerimônia de inauguração do Gemini Norte ocorreu em junho de 1999. Imagem retirada de Gemini Focus, 19, 1999.


2000 - O LNA e todas as demais unidades de pesquisa do CNPq passam à alçada do MCT (agosto)  

2001 - Albert Bruch assume interinamente a direção do LNA

A cúpula do SOAR, fabricada no Brasil, é entregue no Chile



Imagens da cúpula do SOAR, fabricada por uma empresa brasileira, sendo montada em Cerro Pachón. Crédito: NOAO.


2002 - É inaugurado o telescópio Gemini Sul, em Cerro Pachón (Chile) 

Albert Bruch torna-se diretor do LNA em caráter efetivo



Posse de Albert Bruch (primeiro à esquerda) como diretor do LNA em 2002, com a presença do então Ministro da Ciência e Tecnologia, Ronaldo Mota Sardenberg (no centro). A cerimônia ocorreu na sede do LNA em Itajubá.


2004 - É inaugurado o telescópio SOAR (17 de abril)



Pesquisadores e autoridades da comitiva brasileira na cerimônia de inauguração do telescópio SOAR, em abril de 2004.


2006 - Morre Muniz Barreto (abril)

O LNA inaugura prédio anexo em Itajubá para laboratórios e oficinas (18 de agosto)  



Prédio anexo à sede do LNA, inaugurado em agosto de 2006 para abrigar laboratórios e oficinas.


2007 - Albert Bruch é escolhido para mais um mandato à frente do LNA

2009 - É constituída a Comissão Especial de Astronomia, com a missão de traçar o Plano Nacional de Astronomia com amplas consultas à comunidade científica (junho)

O Brasil compra tempo do Telescópio Canadá-França-Havaí (CFHT), e o LNA passa a gerenciar a participação brasileira nesse consórcio internacional (fevereiro)



Telescópio Canada-França-Havaí, CFHT

 

2010 - É ultrapassada a marca de 500 artigos publicados em revistas arbitradas com dados dos observatórios gerenciados pelo LNA 

O Brasil compra fração da parte britânica do Gemini

Entra em operação o novo sistema de controle dos telescópios do OPD, o TCSPD

O Plano Nacional de Astronomia é entregue ao então Ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende (dezembro)



O então Diretor do LNA, Albert Bruch, e o então Presidente da Sociedade Astronômica Brasileira, Eduardo Janot-Pacheco, entregam o Plano Nacional de Astronomia ao Ministro Sérgio Rezende. Crédito da imagem: MCTI.


O Brasil assina acordo de adesão ao ESO (dezembro), permitindo que a comunidade astronômica tenha acesso a uma ampla variedade de instrumentos não gerenciados pelo LNA



Diretor Geral do ESO, Dr. Tim de Zeeuw e o Ministro de Ciência e Tecnologia em 2010, Dr. Sérgio Rezende, assinam a adesão brasileira ao consórcio. Crédito da imagem: MCTI


2011 - Bruno Castilho assume a direção do LNA (maio)



O então Ministro da Ciência e Tecnologia, Aloísio Mercadante, dá posse aos novos diretores de unidades de pesquisa em Brasília, incluindo Bruno Castilho, do LNA (terceiro da direita para a esquerda) do LNA. Crédito da imagem: MCTI.

 

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