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Ednilson Oliveira
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Flickering em Estrelas Simbióticas:
Uma análise de CH Cyg e RT Cru

 

Estrelas Simbióticas (ES) são binárias de longo período orbital, P 200 dias - 10 anos, composta de uma estrela primária gigante vermelha e uma companheira, uma estrela quente envolta de uma nebulosa ionizada, esta estrela pode ser uma anã branca ou uma estrela central da nebulosa planetária, a componente quente ioniza o gás envolta do sistema binário, dando origem a fortes linhas de emissão. A componente quente das ES acreta material da gigante vermelha, nas variáveis cataclísmicas poderemos ver esta acreção em forma de flickering, onde veremos é uma assinatura para o fenômeno de acresção (Bruch 1992 A&A, 266, 237). Um estudo feito por Dobrzycka D. (Dobrzycka D., Kenyon S. J., et al. 1996 AJ 111, 414) mostra algumas ES que apresentam variações de brilho significativas em um curto intervalo de tempo com escalas de minutos, em especial apresentamos aqui os resultados de CH Cyg, esta estrela apresenta variações da ordem de   2.600 s (Hoard 1993 PASP 105, 1232 and Rodgers et al. 1997 PASP 109, 1093), os autores sugerem que se trata de um modelo similar a estrutura das variáveis cataclísmicas tipo DQ Her (Patterson J., 1994 PASP 106, 209). Em nossa campanha fotométrica de ES (Oliveira E., Deonisio C., Steiner J., SAB 1998) identificamos RT Crucis contendo três períodos estáveis: 212,5 dias, 61,4 dias e 0,1619955 dia, além disso a estrela apresenta variações de brilho rápidas e aleatórias flickering com escalas de tempo de alguns minutos. Analisaremos o fato dessa estrela ter um comportamento de polar intermediário parecida com a ES CH Cyg.