Última atualização:
26/04/2005


Home

OPD

Informações para os observadores

 

Análise do aproveitamento do tempo de observação do OPD

Foi realizado o levanto das horas observadas no OPD (a partir de dados obtidos para o telescópio de 1,60m ) baseado na amostra dos últimos 15 anos (1989-2003 ). Este período de tempo é bastante representativo da operação do OPD que se iniciou em 1981. A data inicial de 1989 foi escolhida pois foi neste ano que foram instalados os primeiros detectores CCDs, o que causou um grande impacto nas observações e que poderia mascarar alguns resultados se as observações antes desta data fossem incluídas.

Infelizmente os dados da qualidade de imagem (seeing, luminosidade do fundo de céu) correspondentes a estes períodos não são disponíveis pois não eram medidos rotineiramente, assim como os dados meteorológicos secundários como transparência atmosférica e vapor de água (que ainda não são medidos).

Um dado importante sobre a operação dos telescópios do OPD que não estava disponível para a comunidade anteriormente é que a fração de horas observáveis perdidas por falhas técnicas (medida com dados da COPD de 2002 e 2003) é menor que 2%! Este é um resultado muito bom e significa para nosso estudo que este fator não afeta a eficiência atual das observações e que deve se tentar mante-lo independente da proposta de modo observacional alternativo que se escolha. A partir de 2002 estes dados estão disponíveis no relatório anual do LNA e fazem parte do quadro de metas do contrato de Gestão firmado com o MCT.

A média anual de horas observadas no OPD é de aproximadamente 1300horas, o que representa cerca de 40% do tempo total observável. Este valor é dominado principalmente pelo baixo número de horas observadas nos meses de verão. Na figura 1 mostramos a fração de horas observáveis no OPD em função do mês, e para comparação o mesmo gráfico (fig. 2) para o Kitt Peak National Observatory (Crawford D.L.). Nos dados do OPD não foram realizados ajustes das porcentagens para levar em conta os efeitos de noites de engenharia e instrumentação, mas estas não devem afetar a estatística de modo considerável. O observatório del Roque de los Muchachos (ORM) nas Ilhas Canárias, que é reconhecido como um dos melhores sítios astronômicos do mundo tem uma freqüência de noites utilizáveis bem maior e só a freqüência de noites fotométricas é de 51%.


Figura 1 - Média da fração de horas observáveis no OPD em função do mês para o período de 1989-2003.

 


Figura 2 - A graph shows the percentage of night hours used for observing. They are derived from the 4-m and 2.1 m-telescope logs and are adjusted to take out the effects of instrument or engineering "down time." Crawford D. L.

 

Na figura 3 vemos os resultados do número de horas observadas desde 1989 normalizadas pela média. Podemos observar que o desvio padrão anual é menor que 10% (com exceção de 1993 e 1995). Este resultado indica que podemos utilizar o valor médio de horas observadas como modelo para determinações de eficiência e para a escolha de modos de observação, pois assim que estes sejam implementados a variação média anual de horas observadas não afetará o ganho de eficiência pretendido (regras atuais para a avaliação dos pedidos de tempo). Também não foi observada nenhuma tendência de aumento ou diminuição do tempo utilizado em função do tempo, o que demonstra uma certa estabilidade do sítio.


Figura 3 - Variação anual de horas observadas normalizadas pela média. Podemos observar que o desvio padrão anual médio é menor que 10%.

Em relação á flutuação mensal das horas observadas verificamos que: o período de Maio-Agosto tem uma média maior que 150 horas, baixo desvio padrão anual, e um bloco de horas observáveis sem interrupção maior. Este padrão é indicativo para a utilização do modo clássico de observações.
Na figura 4 podemos ver que nos meses de inverno não só a média de horas observadas é maior, mas o desvio padrão de ano a ano também é menor, o que significa que dos projetos aprovados no modo clássico nesta época do ano se pode prever uma taxa de conclusão das observações similar de um ano para o outro.
Já no período de Dezembro-Fevereiro a média é menor que 50 horas, com um alto desvio padrão anual e um bloco observável médio pequeno. Este padrão é indicativo para a utilização do modo de serviço. O próximo passo para se avaliar o melhor método de otimização deste tempo é a avaliação do tipo de projetos que obtiveram sucesso nos meses com poucas horas de observação o que vai levar a uma possível priorização na seleção realizada pela comissão de programas.


 Figura 4a -  Desvio padrão normalizado da variação mensal do número de horas observadas

Figura 4b - Média do número de horas observadas por mês nos últimos 15 anos (1989-2003) - Tel. 1,60m OPD. Desvio padrão ( | ) máximos (+) e mínimos (-) observados.