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MINUTA DA ATA DA QUADRAGÉSIMA-SEXTA DO CONSELHO TÉCNICO CIENTÍFICO DO LNA, REALIZADA NA SEDE ADMINISTRATIVA DO LNA, EM ITAJUBÁ/MG., NO DIA 26 DE NOVEMBRO DE 2004.

Participantes: O Diretor/LNA, Albert Bruch, e membros: Alfredo T. Tolmasquim, Augusto Damineli Neto, Bruno Vaz Castilho, Gabriel Franco, Lício da Silva, Miriani Pastoriza, e Vinicius S. Duarte.

Pauta:

  1. Definição da pauta
  2. Ata da quadragésima-quinta reunião do CTC
  3. Relatório do Diretor LNA
  4. Assuntos relacionados ao Projeto Gemini
     -  Informações gerais
     -  Tempo de telescópio adicional para os pesquisadores de São Paulo
  5. Assuntos relacionados ao SOAR
     -  Informações gerais
     -  Bônus para astrônomos residentes na distribuição de tempo
  6. Assuntos relacionados ao OPD
     -  Informações gerais
     -  Política para projetos de longo prazo
  7. Promoção de servidores
  8. Outros

 

  1. Definição da pauta
    A pauta preliminar já tinha sido distribuída anteriormente. O Dir/LNA e o Repres/pesquisadores anunciaram tópicos a serem abordados sobre "Outros". Desta forma, a pauta foi aceita.
     
  2. Aprovação da Ata da reunião anterior
    A ata da 45a. Reunião/CTC foi aprovada por unanimidade, sem modificações.
     
  3. Relatório do Diretor
    O Dir/LNA iniciou seu relatório enumerando as atividades desenvolvidas em função de decisões e discussões na reunião anterior do CTC, detalhando as providências efetuadas para cada item e seus resultados. Esclareceu ainda que efetuou uma atividade ad referendum do CTC, que foi a confecção de uma Portaria nomeando uma Banca Examinadora para a prova oral do Concurso do MCT. A vaga destinada ao LNA é de técnico.

    Em seguida o Dir/LNA relatou sobre assuntos de relevância atual no LNA:
  • Comentou sobre o progresso na construção do novo prédio para laboratórios do LNA;
  • Informou sobre o projeto de um observatório público no telhado do novo prédio do LNA e a integração deste projeto a um convênio com a UNIFEI. Foi pedido um financiamento junto à FINEP e à FAPEMIG para estes projetos.
  • Informou sobre as atividades desenvolvidas pelo LNA no âmbito da "Semana Nacional de Ciência e Tecnologia";
  • Informou a criação da SCOP, uma secretaria para dar apoio a todas as CP´s do LNA e, conseqüentemente, a reunião de todas as informações em um único banco de dados; a criação da SCOP é visto como um passo para a integração das CPs;
  • Lembrou o posicionamento da movimentação de pessoal no LNA.
  • Informou que quanto ao gerenciamento, a implementação do SigTEC no LNA está finalmente se concretizando, após redefinição do projeto pela SCUP;
  • Apresentou os índices de desempenho do LNA informados no Relatório Semestral do TCG/2004.
  1. Assuntos relacionados ao Projeto Gemini
    Com as assinaturas da 3ª Emenda ao Acordo sobre o Gemini e a Norma Administrativa e de Programação de Pagamentos Revisada pelo Ministro da C&T, não há pendências contratuais.
    A redefinição do Projeto Gemini que levou o nome de "Processo Aspen" foi apresentada aos membros do CTC citando as medidas para aumentar a eficiência dos telescópios e os novos instrumentos a serem instalados e seus respectivos custos. Foi apresentado o cronograma financeiro do Gemini (parte brasileira) referente ao que já foi pago e aos pagamentos do futuro (até 2010). Como ação política, o MCT, primeiro a nível da SCUP e depois em uma reunião com o Secretário Executivo/MCT, foi informado sobre a necessidade de recursos para os próximos anos. O Secretário Executivo solicitou a elaboração de um memorial, no qual o Dir/LNA está no momento trabalhando. Foi chamado atenção para o fato que as estratégias do Gemini são diferentes em termos de objetivos: os brasileiros querem um telescópio estável e os americanos querem ser vanguarda no momento e aposentá-lo por volta de 2012, quando ele servirá somente para "surveys". Como cronograma de decisões, o Gemini aguardará até abril/2005 sobre uma decisão das agências financiadoras a respeito do empenho financeiro para os instrumentos de 2ª geração e os do Processo Aspen.
    Foi abordado o problema do curto período de vida útil de instrumentos do Gemini. Surgiu a idéia de que SOAR poderia adquirir os instrumentos que forem aposentados do Gemini, já que este último renova os instrumentos num período curto de uso. Porém, tem dificuldades inerentes nesta proposta. Também foi chamado atenção aos problemas dos usuário do Gemini com a atualização constante dos instrumentos. As comissões do Gemini estão cientes do fato e estão tentando minimizar o problema.
    Como estatística de uso do Gemini pela comunidade brasileira ficou provado que é proveitosa, embora devamos usá-lo para menos projetos dando preferência a projetos maiores.
    Foram discutidos recentes idéias sobre uma colaboração entre o Brasil e a Argentina em assuntos do Gemini. A unificação dos escritórios nacionais de Brasil, Argentina e Chile já foi uma idéia, mas que caducou. Sobrou a idéia de unir as Comissões de Programas e os tempos disponíveis dos 3 países. Esta idéia também não vingou e a idéia atual é que as CP´s do Brasil e Argentina façam a distribuição do tempo Gemini, com o único intuito de integração científica. Os membros/CTC opinaram que não vêem muito benefício neste convênio, uma vez que complica a integração das diversas CPs brasileira. Devemos dar preferência em explorar uma interação Gemini-SOAR, no que se refere ao uso dos telescópios pela comunidade brasileira. No momento o LNA explora uma colaboração com os argentinos no que se refere ao compartilhamento de tarefas na fase II de pedidos de tempo. A integração dos parceiros do Gemini neste sentido parece mais proveitosa do que a outra proposta de convênio das CP´s argentinas e brasileiras.
    Foi discutido a questão da representação brasileira no Comitê Científico do Gemini.
    O acordo com a FAPESP sobre o financiamento da compra de uma parte da fração chilena do Gemini no âmbito da Terceira Emenda prevê que o tempo de telescópio comprado com esses recursos deverá ser reservado para os pesquisadores do Estado de São Paulo. Foi apresentada a minuta de uma regra para formalizar essa questão que foi aceita pelos membros do CTC, com a ressalva de incluir um componente que leve em conta não somente o capital investido pela FAPESP, mas também os custos operacionais dos telescópios.
     
  2. Assuntos relacionados ao SOAR
    Foi emitida chamada para apresentações de propostas para o "early science". O telescópio ainda não está comissionado, por isso esta etapa é uma pré-avaliação: foram recebidas propostas até 22/11 e a CP/Gemini avaliará os pedidos no início de dezembro.
    Permanecem ainda problemas técnicos como os suportes laterais do espelho e espera-se uma solução definitiva no 1º semestre de 2005. Vários outros problemas ocorreram (na maior parte devido à empresa BF Goodrich) o que leva a mais atrasos no comissionamento do telescópio.
    Quanto aos instrumentos de responsabilidade da comunidade brasileira, a situação também é de atraso e problemas na construção, como é o caso da SIFS. Para solucionar os problemas, o LNA assumiu um maior empenho para aprontar o instrumento.
    Os trabalhos com o instrumento STELES prosseguem mas com prioridade mais baixa que o SIFS. Após muito tempo de espera, foi enviado o relatório sobre o Conceptual Design Review, documento indispensável para levar o projeto para a frente.
    Foi discutida a proposta de conceder aos Astrônomos Residentes - ARs brasileiros no SOAR um bônus no acesso ao telescópio como compensação para seu trabalho para a comunidade. Após discussão, CTC considera que os conhecimentos específicos dos AR´s já dão vantagens nos pedidos de tempo, que por isso um bônus adicional não é necessário, que essa forma de bonificação não é o caminho correto para que os membros da comunidade prestem este serviço, e que o LNA deve buscar outras formas para uma remuneração mais justa.
    No que se refere a composição da Comissão de Programas do SOAR em particular, tanto quanto das demais CPs, foram discutidos os problemas. Os membros/CTC concordaram que o LNA deverá futuramente consultar as instituições com usuários dos telescópios sob responsabilidade do LNA formalmente e com antecedência para submeter propostas para a composição das comissões, evitando, desta forma, decisões ad hoc do CTC.
     
  3. Assuntos relacionados ao OPD
    A estatística de uso dos telescópios/OPD mostra que o número de pedidos continua diminuindo. Porém, o quadro é diferente no que se refere ao fator de pressão. Enquanto este diminuiu ao longo dos anos para os telescópios de 60cm, o fator de pressão para o telescópio de 1,6m se manteve sem grandes quedas.
    Com referência à instrumentação, o LNA recebeu como doação do ESO um "Image Slicer" para o espectrógrafo Coudé do OPD. Espera-se o aumento de eficiência do espectrógrafo com a instalação do Image Slicer.
    O telescópio MEADE 40 cm foi adquirido para o OPD para robotização na UFSC. De retorno, foi instalado no OPD para testes e ainda não está concluído por problemas técnicos no momento. Aguardamos finalização dos testes para operação definitiva.
    Surgiu a sugestão de permitir um fator de correção metereológico nos pedidos de tempo para os telescópios do OPD para aumentar a demanda. O assunto já foi conversado com a CP/OPD. Não há problemas em implantar isso nos telescópios de 60 cm do OPD, mas que o fator de pressão no telescópio de 1,6m por enquanto impede a aplicação dessa regra. Os membros/CTC concordaram em permitir a aplicação de um fator de correção nos telescópios pequenos, recomendam que o LNA divulgue que o esquema será usado nos telescópios pequenos, e orientam CP/OPD a aplicar a nova regra.
    O CTC discutiu um documento da CP/OPD sobre a política para projetos de longo prazo, e a minuta do Anexo II do Regimento Interno do mesmo (que trata do mesmo assunto). Com leves alterações os membros/CTC aprovam a política proposta.
     
  4. Promoção de servidores
    Conforme nova legislação, vários servidores do LNA têm direito à progressão automática. Considerando o bom desempenho de todos eles, o CTC por unanimidade concorda com a progressão.
     
  5. Outros
    O MCT iniciou um processo de Planejamento Estratégico (PE) dentro das Unidades de Pesquisa. Na primeira fase, a ser finalizada em fev/2005, uma equipe foi contratada para elaborar uma metodologia para implantação do PE. Depois iniciará a fase do próprio planejamento e, no final de 2005, o LNA deve apresentar ao MCT o Plano Estratégico. Neste contexto o CTC deu aval para instalar uma comissão de usuários para avaliar o seu desempenho, caso isso se torne oportuno.

O DIR/LNA AGRADECEU A COLABORAÇÃO DE TODOS E DEU POR ENCERRADA A REUNIÃO.